MBORAYVU: IMAGENS E MENSAGENS INDÍGENAS PARA CIDADE

Mborayvu: imagens e mensagens indígenas para a cidade é um projeto de produção e exibição de narrativas visuais que serão exibidas na cidade de Porto Alegre, em 2021. Quatro equipes de realizadores Mbyá Guarani estão produzindo, em seus territórios, imagens que serão projetadas em prédios pelo Coletivo de VJ Projetores pela Cultura, durante 4 dias.

Em função da pandemia do COVID-19, muitos realizadores e trabalhadores da cultura foram afetados em seus trabalhos. Pensando nisso, o projeto evita aglomerações, mas aproxima diferentes territórios e o espaço urbano através da imagem. Assim, a arte Mbyá Guarani circula na cidade, demarcando territórios. Serão quatro mensagens aos não indígenas que ocuparão as paredes de prédios de quatro pontos de grande visibilidade, reafirmando esses espaços como um local a ser ocupado pela presença do conhecimento Mbya.

O projeto está sendo realizado com recursos da Lei no 14.017/2020.

Realizadores e Parceiros:

Gerson Gomes Wherá faz parte e é um dos iniciadores do Coletivo audiovisual de jovens Mbyá-Guarani, Comunicação Kuery. O coletivo formou-se em outubro de 2012 a partir da necessidade apontada pelas lideranças indígenas de registrar a vida e o cotidiano nas aldeias. O coletivo teve continuidade realizando documentários e vídeos que buscam dar uma maior visibilidade ao povo Guarani.

O Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema é composto por realizadores do povo Mbyá-Guarani, quepassaram pelas oficinas de produção audiovisual da ONG Vídeo nas Aldeias. O Coletivo, ativodesde 2007, reúne cineastas que usam a linguagem do audiovisual como expressão artística epolítica. Suas produções são exibidas em festivais e exposições nacionais e internacionais.Atualmente conta com os realizadores Patrícia Ferreira Pará Yxapy, Ariel Kuaray Ortega e AldoKuaray Ferreira.

Vherá Xunu é indígena Mbya Guarani, em 2016 foi convidado a fazer parte do grupo de Comunicadores Mirim da Comissão Yvyrupa, em que trabalhou durante três anos divulgando, fotografando e filmando eventos Guarani. Seu primeiro filme se chamou “Perigo na Mata” (2016) e seu último lançamento foi “O despertar do divino Sol” (2019), ambos curtas-metragens.

Pará Reté é uma indígena Mbya Guarani de 14 anos que iniciou sua trajetória no audiovisual sendo fotógrafa da III Mostra Tela Indígena (2018) e, em 2019, gravando seu primeiro curta-metragem “Kyringue Rory’i: o sorriso das crianças”

Coletivo Projetores pela Cultura reuniu-se pela primeira vez para apoiar a aprovação da Lei de Emergência Cultural, diante da pandemia do coronavirus e isolamento, que fez artistas e ativistas ligarem seus projetores das janelas de casa para protestar, levar arte e se comunicar com a vizinhança. A ideia reúne VJ que moram diversos bairros de Porto Alegre. Desde de marços de 2020, início da pandemia, o coletivo realizou muitas ações solidárias e protestos por direitos civis. Projetou projetos relacionados aos 25 anos da Escola Porto Alegre - EPA e em apoio ao aborto legal. Os manifestos virtuais e performances artística é o que vem compondo o conteúdo das projeções destes VJ. Trabalhou com Bloco da Laje e estará realizando as projeções da programação do 27 Porto Alegre em Cena e do Cine Esquema Novo.

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